
Era uma vez…
«- Olá! Sou o André… e tu ?…»
E está feito o 1º contacto. Daqui para a frente começa o jogo de sedução. Ele procura agradar, satisfazer… simula tudo o que for necessário só para a ter. Ela, tratada como uma princesa, um centro do mundo, deixa-se ir. A relação é consumada. Sobretudo assumida. Deixaram de ser dois e passaram a ser um só!
Contudo isto não é para sempre, o que se segue é uma impressão de afastamento, desinteresse… a comparação do antes com o depois!
«- 1º era a mais linda. Ouvia “amo-te” de manhã, à tarde e à noite… agora nada! Mudaste muito!!!»
Este é o princípio da ruptura, e acaba-se o “Era uma vez…”!
Este tipo de história corresponde a um pequeno universo. De facto as mulheres “ditas” modernas já seduzem mais do que são conquistadas, porém este conto ainda se repete. A relação parece chegar a um fim cujo culpado é o homem, e porquê? Porque não soube manter a conquista.
Claro que uma vez concluído o processo de conquista, a arte de cortejar fica arrumada no baú, embora se justifique a sua manutenção, esta fica reservada para novos episódios e não para os episódios antigos. Assim, o gajo, deixa de apupar a sua “donzela”… mas esta nota claramente o efeito passivo da questão. De repente deixa de se sentir mimada… e de quem é a culpa? Dele! Porque não soube manter o galanteio. Somos uns sacanas…
O que me faz comichão é:
Já ocorreu a estas senhoras que ele nunca teve de ser conquistado? Que ele não sente falta de mimos, porque nunca os teve da mesma perspectiva que a senhoras? Como acto de conquista? Mas a culpa é dele!!! Ele é que mudou!
As relações, neste pequeno universo, são concretizadas do homem para a mulher. É ele quem tem a pseudo-obrigação em conquistar… e mais tarde isso reflecte-se na ausência do processo de conquista, e pior que isso elas habituam-se ou acomodam-se à não necessidade em manter o que têm, ou por outras palavras… em conquistá-los! …talvez porque não tinham que o fazer, afinal as conquistadas eram elas! Ou não? São umas sacanas…
Leave a reply