Parede Pública

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Archive for August 21st, 2007

Diário de um Padre

Eu estava tão nervoso na minha primeira missa, que no sermão não conseguia falar. 

Antes da segunda missa, dirigi-me ao Bispo e perguntei como devia fazer para relaxar.

Este, por sua vez, recomendou-me o seguinte:

Coloque umas gotinhas de vodka na água, vai ver que da próxima vez estará mais relaxado. 

No Domingo seguinte, apliquei a sugestão do meu Bispo, e estava tão relaxado, que

podia falar alto no meio de uma tempestade, tão descontraí­do que estava.

Ao regressar a casa encontro um bilhete do meu Bispo, que dizia o seguinte:

Caro Padreco:

1º - Da próxima vez, coloque umas gotas de VODKA na água e não umas gotas de água na VODKA

2º - NÃo há necessidade de por limão e sal na borda do cálice

3º - O missal não é, nem deverá ser usado como apoio para o copo

4º - A casinha ao lado do Altar é o confessionário e não o WC

5º - Evite apoiar-se na imagem de Nossa Senhora, e muito menos abraçá-la e beijá-la

6º - Os mandamentos são 10 e não 12

7º - 12 são os apóstolos, e nenhum deles era anão

8º - Não nos devemos referir o nosso Salvador e seus apóstolos como “JC & companhia”

9º - Não deverá referir-se a Judas como “filho da puta”

10º - Não deverá tratar o Papa por “O Padrinho”

11º - Judas não enforcou Jesus, e Bin Laden não tem a ver com esta história

12º - A água Benta é para benzer e não para refrescar a nuca

13º - Nunca reze a missa sentado nas escadas do Altar

14º - Quando se ajoelhar,não utilize a Bí­blia como apoio ao joelho

15º - Utiliza-se o termo amen e não “ó meu”

16º - As hóstias devem ser distribuí­das pelos fieis e não usadas como aperitivo antes do vinho

17º - Procure usar roupas debaixo da Batina e evite abanar-se quando estiver com calor

18º - Os pecadores vão para o inferno e não para “a puta que os pariu”

19º - A iniciativa de chamar os fieis para dançar foi plausí­vel, mas fazer um “comboio” pela igreja…

   

P.S.: Aquele que estava sentado no canto do Altar ao qual se referiu como “paneleiro travesti de saias” era eu!!… Espero que estas suas falhas sejam corrigidas no próximo Domingo.

O Bispo

Enviado por Paula Santos

Cérebro Masculino apanhando Sol

Enviado por Paula Santos

Impotência


Hoje vim falar de compromissos, amizades coloridas e pretos nos brancos.

Mas antes de começar a desbobinar, vou-vos dizer o que para mim quer dizer cada umas das expressões pois existem vários significados diferentes para cada uma e assim, sabendo vocês o que quero dizer com elas, será mais fácil entenderem o meu ponto de vista… ou não!

Compromisso – Normalmente existe entre duas pessoas que se gostam (Raparem, eu disse “normalmente”. Supostamente deveria ser assim, supostamente…).
Namoram, têm uma relação, um compromisso. Exclusividade um para com o outro. Supostamente…

Amizade colorida - Para esta existem os mais diversos significados. Para mim: Dois conhecidos que de vez em quando, quando lhes dá a vontade, se encontram para dar a real queca. Na minha opinião, não se deveria chamar amizade colorida mas sim “Convivência colorida”. Quando fartou, simplesmente esquecem. Sem explicações, justificações, avisos. Adio adiou, auf wiedersin goodbye!

Preto no Branco –  Situação esclarecida entre duas pessoas que se conhecem bem, que se gostam, são amigos. Gostam de estar um com o outro mas não querem um compromisso. Ao não quererem assumir um compromisso, não podem pedir exclusividade mas é uma relação com muito mais respeito que a “convivência colorida”, dão-se certas justificações, certas explicações, põe-se o preto no branco!

Ultimamente, em vários blogs tem-se falado bastante de traições a.k.a impossibilidade de alguém em se manter fiél.

Para mim é básico:
Se não conseguem manter a pila, o zezinho, o Joãozinho, o luizinho ou seja qual for o nome que lhe gostem de chamar, dentro das calças… qual a razão de se meterem num compromisso?

Uns dizem:

“Eu amo-a mas também tenho as minhas paixões e isso são coisas das quais não podemos fugir!”

“Foi mais forte que eu, não consegui resistir!”

“Eu sei que não o devia ter feito mas é algo que não dá para controlar. É um impulso!”

Poderia continuar mas chegam estes para exemplos.
O meu comentário? Bullshit!

No outro dia tive uma conversa sobre este assunto com um amigo meu casado. Ele dizia-me um pouco destes 3 exemplos que aqui escrevi.
Que o trair não era algo racional, que era como que um impulso, não dava para ignorar. Que ama a mulher, mas que de vez em quando tem paixões e que são coisas incontroláveis. Que não o faz por maldade, que não o faz para magoar, sabe que não devia mas simplesmente não consegue deixar de o fazer se a situação se proporcionar.

Basicamente, foi este o discurso!

Só concordei num ponto: As paixões não se controlam, é verdade.
Mas de admitir que temos uma paixão por alguém até concretizá-la… vai um grande passo! Se temos uma pessoa na nossa vida, respeito é algo que deveria existir entre os dois. E agir como se não tivéssemos qualquer tipo de responsabilidade, estaria fora de questão… supostamente!

Experimentem as amizades coloridas, experimentem os pretos nos brancos. Deixem de experimentar os encornanços a.k.a faltas de respeito! É vulgar!!! O que é feito da originalidade?

Se querem andar a saltar de cueca em cueca ou de boxer em boxer… Não assumam relaçõeas com ninguém! Deixem-se estar solteiros. Seria muito melhor, para ambos. Poupava-se trabalho e tempo.
O que trai não teria que andar com dois telemóveis, inventar desculpas esfarrapadas para encobrir as facadinhas. E o traído não precisaria de andar com enfeites na testa sem necessidade nenhuma e poupavam-no à perda de tempo com alguém merecedor de um belo chuto no meio das pernas e uma cotovelada no meio da boca.

É assim tão difícil de atingir?
Não há potência suficiente para o sangue ser bombeado para todos os lados?
Será este o verdadeiro significado da palavra “impotência”?

Informação de Trânsito

Dentistafobia

Confesso que tenho fobia à dentistas, nada de anormal atendendo ao número de pessoas na mesma situação.
Contudo a minha fobia é levada ao extremo. Para evitar as idas ao dentista: lavo os dentes 6 vezes por dia, utilizo vários tipos de tubos de pasta dentífrica, uso sempre o fio dental (próprio para dentes claro, mentes porcas!!) e uso sempre elixir, sem falar no pormenor que mudo de escova de dentes todas as semanas. Claro que esta ginástica toda tem os seus frutos já que tenho uma óptima saúde oral (momento de exibição!)!! Mas tenho a leve impressão que se continuar assim, vou acabar por gastar os dentes e ficar sem eles!!!
Este processo tem a sua razão de ser, há uns anos tive uma péssima experiência com uma dentista “carniceira” que me fez sentir a dor mais aguda e insuportável que senti em toda a minha vida. Antes não temia a dor, a partir dessa infeliz experiência fiquei cagarolas…
Uma vez que as desgraçadas das cáries não se tratam sozinhas e aparecem de rompante (traidoras!!), de vez em quando lá vou eu ao dentista, como quem vai à forca.
Embora ele já me conheça, faço-lhe sempre as mesmas recomendações com aviso prévio que não responderia pelos meus actos em caso de dor.
- “Doutor tenho dores de dentes à direita… à direita… À DIREITA PORRA! Não vale a pena mexer à esquerda, não tenho nada… AIIIIIII!! Ó? Então? Não tinha nada à esquerda!”
Passado 5 minutos são dores à direita e à esquerda! Vem a tortura da anestesia…
- “Oh Não!! Não tem nada mais pequeno?”
Geralmente uma injecção em qualquer sítio é uma picadela e já está, no dentista a nossa cabeça segue os movimentos da seringa por largos minutos. Quando o dentista finalmente retira a seringa, já se está enjoado.
Após várias doses, a anestesia começa a fazer efeito… os lábios ficam a pesar 5 kilos.
- “Então? Está bem?”
- “chim, chim, sto vem mas staria melor lá pfora!”
Aí o dentista coloca-se de costas, mexe no seu cantinho. Temos a impressão que ele trabalha, é FALSO! O dentista vira-se de costas para rir da nossa figura! E francamente, tem razão!
Ele volta e enfia-nos na boca o gancho do capitão Gancho e vários rolinhos de algodão. Nessa altura quando não se está nada mas NADA à vontade para falar, ele começa a fazer perguntas!!
- “Então quando é que vai de férias?”
- “N’ei!”
- “Onde?”
- “N’ei!”
- “Como?”
- “N’ EI! OHHHHH!”
- “Bom, avise se a aleijar!”
- “AUUUUUU! Aiiiii!”
- “Ainda não a toquei!”
- “Ah na?? É neoso!” (nervoso)
- “Como?”
- “NEOSO!”
- “Desculpe?”
- “N’ei!”
Aí ele pega na broca que apelido gentilmente de “perfuradora“ mortífera:
- “Abra a boca!”
- “Na!”
- “Abra a boca!”
- “’ERE!!” (Espere!)
- “Então assim não consigo tratá-la!”
- “Quê la chabê!”
- “Então? Vamos lá!”
- “Dzevagainu (devagarinho), HEIN!?!”
- “Não se preocupe!”
Vem a “perfuradora” com toda a força e cada vez que ele mexe no dente, as nádegas descolam da cadeira 20 cm! Estranho como o dente está intimamente ligado ao rabo!
À certa altura, saí fumo da boca.
- “OHHH!OHHH! GEGA (chega)!!”
- “Como?”
- “o uo!!”
- “Não percebi!”
Retira a mão do dentista da boca e diz:
- “Há fumbo!!!”
- “Tenha calma, não é nada!”
Aí ele pousa a “perfuradora”, finalmente o rabo volta a encontrar-se com a cadeira. Nessa altura manda-nos um ar frio sob pressão no dente.
- “AIUUUUUU!!
- “Como?”
- “N’ei!”
Volta a pegar na “perfuradora” e a nossa mão agarra o braço da cadeira de tal modo que se conseguiria levar a cadeira para casa! Entretanto a mão direita parece querer apanhar os testículos do dentista sempre que a “perfuradora” derrapa! Quando fazem merda dizem todos a mesma coisa:
- “Beba água, bocheche e deite fora!”
Pegamos no copito de água, bebe-se com os 5 kilos de lábio e a água sai pelos cantos da boca.
- “Deite fora a água!”
- “á stá!” (na roupa)
Ao encostares-nos de novo na cadeira, volta-se com um fio de baba de quase 25 cm que nos liga directamente à bacia.
Quando o dentista acaba o trabalho, tira-nos os apetrechos todos da boca e insiste de novo em falar… mesmo vendo o nosso rosto deprimente com a boca mole e torta.
No caminho para casa, reza-se para que ninguém conhecido nos reconheça…

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